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NA VOLTA DAS SESSÕES DA CÂMARA, PROBLEMAS NA ÁREA DE SAÚDE PÚBLICA DE TORRES DOMINAM PRONUNCIAMENTOS

Guarita Web Rádio08/12/201977

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Após cinco semanas sem edição das sessões ordinárias da Câmara de Vereadores de Torres, na última segunda-feira, dia 5 de agosto, a Casa Legislativa promoveu a primeira sessão após o recesso parlamentar de julho. E entre os vários assuntos tratados, os problemas no Sistema de Saúde local dominaram os pronunciamentos dos vereadores na tribuna da sessão.

Filas para Fisioterapia e marcação de mamografia

O vereador Pardal (PRB) foi o primeiro a se pronunciar e repetiu suas cobranças relativas a Saúde Pública, uma característica de seu mandato (já que foi secretário da pasta em anos anteriores). Ele reclamou sobre a lista de espera para a marcação de sessões de fisioterapia, denunciando que “a demora é tão grande que não garante a saúde de uma pessoa com demandas urgentes”, pois “são meses na fila para uma consulta”, conforme afirmou. Mais uma vez, Pardal reclamou da demora em marcações de mamografias para mulheres, que estariam sendo agendadas para daqui a dois anos.
No final de seu pronunciamento, o vereador mais uma vez também instigou o vice- prefeito Fábio Amoretti a se explicar. Para Pardal ele (Amoretti) teria prometido melhoras no sistema de Saúde, o que não estaria acontecendo.

Três meses após abertura, férias no Centro de Especialidades

O vereador Marcos Klassen (MDB) elogiou a capacidade de trabalho da atual secretária de Saúde, Suzana Machado. Mas a seguir também criticou o sistema. O vereador disse ter ficado triste ao constatar a demora no atendimento no Pronto Atendimento (PA) da prefeitura. Ele também reclamou da falta de cuidado com as cadeiras no espaço do PA – dizendo que estas estão depredadas e não receberam manutenção.
Mas a maior reclamação do vereador foi por conta de férias, que já estariam sendo agendadas, para médicos do Centro de Especialidades. Ele reclamou disto porque o centro foi inaugurado há menos de três meses e já está sofrendo por falta de profissionais, que entram em férias. Para ele, isto deveria somente ocorrer após um ano na abertura, conforme férias normais de trabalhadores.

Falta de UTI teria causado óbito de torrense

A seguir, o vereador Deomar ‘Dê’ Goulart (PDT) também reclamou. Mas criticou principalmente a demora no cadastramento de leitos nas UTIs do Hospital Nossa Senhora Navegantes – HNSN (tema de matéria de A FOLHA na edição passada). Dê Goulart inclusive debitou um óbito de uma senhora conhecida à falta de leitos de UTIs na cidade. Esta teria falecido após ser transferida para uma UTI em Rosário do Sul – no Oeste do RS, cerca de 6 horas distante de Torres- e não ter aguentado tanto tempo com uma infecção e sem tratamento intensivo na longa viagem .
O vereador também reclamou do PA do município. Ele botou citou a terceirização dos serviços como causa dos problemas no Pronto Atendimento local. E também colocou ’em cheque’ a empresa que opera o PA após a terceirização – ao denunciar a mesma empresa de inclusive estar sofrendo um processo na cidade de Cidreira, aqui no Litoral Norte (justamente por problemas nos serviços terceirizados de Saúde).

Falta de credenciamento das UTIs e emendas

O vereador Gimi (MDB) utilizou a tribuna para repetir sua denúncia (publicada no jornal A FOLHA) sobre a falta de explicação para o não credenciamento dos leitos na UTIs do Hospital Navegantes. O vereador lembrou que a entidade já havia se comprometido com o credenciamento da Oncologia no passado, e listou várias emendas parlamentares que foram enviadas para o hospital em primeiro lugar para o credenciamento da Oncologia (projeto abortado unilateralmente pelo HNSN) e após para a viabilização da acessibilidade e aparelhamento do hospital (para pelo menos receber os cinco novos leitos da UTI,ainda fechados).

Boas notícias: R$ 200 mil para exames na Saúde Municipal

Na mesma sessão, o vereador Jeferson (PTB) compartilhou na tribuna da Câmara a notícia da confirmação de uma emenda parlamentar oriunda do governo Federal, de autoria do deputado Maurício Dziedricki, que encaminhou para a secretaria de Saúde de Torres a quantia de R$ 250 mil para o custeio da pasta. O valor deve ser utilizado para a marcação de exames e a consequente diminuição das filas para os mesmos.

Fonte: Jornal A FOLHA